SUBMISSÃO

De Joelhos. Deitado. Ante pé. Sob o abismo. À magia.
Sou um torpedo cantando em silencio, ou quase ou submerso.
A navalha. O bojo. O suspiro dobrado.
No convés. À proa e maresia que vem dos sonhos.
O tempo. O silêncio. E nos.
Sentado no cais. O tempo enfuna as velas.
Vamos longe no afã de lincharmo-nos.
Somos astros. Dois cometas, quase em atrito. Jogados anos luz
Jus e largos. Mesma sombra. Meio suados, sob a luz do abajour.
Um pêndulo. Dois desertos meio sedentos. Ameaça de guerra.
Mingua a luz, mingua pão, até a nossa existência cisma reticencias.
Cantamos ao rubro. A folia. Os gritos que sobem. E’ apogeu
E agora desliza, o tendão sobre a alma. Estamos quites.
Assim finamos. Que desastre! Que impaciência sob os lençóis molhados.
Falo sussurros. Respiro derribado. O sangue que ralenta.


14.33, 22/09/2014, Maxixe